Postado por: mobilizacao | Março 20, 2008

Devoção e Dedicação a Deus

“ E agora, ó Israel, que é que o Senhor, o seu Deus, lhe pede, senão que tema o Senhor, o seu Deus, que ande em todos os seus caminhos, que o ame e que sirva ao Senhor, o seu Deus de todo o seu coração e de toda a sua alma e que obedeça aos mandamentos e aos decretos do Senhor, que hoje lhe dou para o seu próprio bem? ”  Deuteronômio 10: 12 e 13

Percebo que dia após dia somos levados a fazer muitas coisas e ocupar todo o nosso tempo com várias atividades. Estudando um pouco sobre devoção, pude entender que ela significa dedicação total a alguém ou a alguma coisa e dedicar-se é utilizar tudo o que se é e o que se tem para servir, empenhar-se e sacrificar-se por alguém ou alguma coisa. Dessa forma, minha devoção indica  a quem ou a que pertenço, onde estão minhas motivações e minha atenção e mostra ainda, a causa pela qual estou disposto a viver, servir e sacrificar.

No contexto citado acima, o povo de Israel já havia saído do Egito e encontrava-se no deserto para ali ser preparado e discipulado a fim de se tornar uma nação de acordo com o propósito estabelecido por Deus. Mesmo eles tendo visto tudo o que Deus havia feito para libertá-los da escravidão, teriam a oportunidade de escolher a quem dedicariam suas vidas: “… Prestem atenção! Hoje estou pondo diante de vocês a bênção e a maldição. Vocês terão bênção, se obedecerem aos mandamentos do Senhor, o seu Deus, que hoje lhes estou dando; mas terão maldição, se desobedecerem aos mandamentos do Senhor, o seu Deus, e se afastarem do caminho que hoje lhes ordeno, para seguir seus deuses desconhecidos.” (Dt. 11: 26 a 2 8) E Deus já havia manifestado seu desejo em relação a eles:  “… E agora, ó Israel, que é que o Senhor, o seu Deus lhe pede senão que tema o Senhor, o seu Deus, que ande em todos os seus caminhos e que sirva ao Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração e de toda a sua alma, e que obedeça aos seus mandamentos e aos decretos do Senhor, que hoje lhes dou para o seu próprio bem? ” (Dt 10: 12,13)

Deus colocou diante do seu povo uma escolha a fazer e deixou bem claro o que envolveria essa escolha: 1. Temor do Senhor, consciência da presença de Deus e medo de pecar contra ele (Ex 20:20); 2. Andar em todos os seus caminhos, como um padrão de conduta alinhado à vontade de Deus; 3. Amar e servir ao Senhor de todo o coração e de toda a alma (devoção); 4. Obediência total! Fica evidente que aquele que escolhesse essa opção não dedicaria seu tempo e sua energia a qualquer outra coisa senão ao Senhor. Essa escolha exigia exclusividade, exigia tudo, era uma escolha integral pois apenas o Senhor seria a causa, a motivação para qualquer outra atividade. Honrar ao Senhor, o seu Deus seria a prioridade inegociável, apenas Ele seria o motivo de toda devoção e de todo louvor! “… Temam o Senhor, o seu Deus, e sirvam-no. Apeguem-se a ele e façam os seus juramentos somente em nome dele. Seja ele o motivo do seu louvor…” (Dt 11: 20,21)

O povo de Israel só poderia preencher aqueles quatro requisitos, se Deus fosse o único, quando eles passassem a amá-lo mais que suas famílias, mais que seus sonhos, mais que suas expectativas, mais que seus direitos, mais que tudo o que eram e o que possuíam. A partir do momento em que todo o desejo do coração deles fosse para o Senhor,  assim como toda a sua atenção e motivação, quando toda a devoção deles fosse para o Senhor, o seu Deus, eles o amariam de todo o coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças e o Senhor, de fato, seria o único! (Dt 6:4)

Muitas são as opções oferecidas e a cada dia temos de escolher a quem ou a que iremos nos dedicar. A opção de Deus ainda é a mesma, com os mesmos requisitos e com a mesma condição: exclusividade. Amá-lo com todo nosso coração, alma e força exige que ele seja o único a quem dedicaremos absolutamente tudo o que somos e o que há em nós, todo o nosso vigor, toda a nossa energia, toda a nossa excelência… Não há parcialidade! Qual será a nossa escolha?

Anne Isidoro Pacheco

Deixe uma reposta

Sua resposta:

Categorias